quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Mundo Velho no Inverno com a Marida - Dia 1

Ó lá eu aqui de novo!!!!!!

É, depois de belos 2 anos, 3 praticamente, voltamos a ativa, e mais uma vez pra falar do mundo velho, zoropa, terra histórica.....Europa!!!!!

Agora acompanhado da minha mulher!! Estamos em Amsterdam, primeiro dia aqui e começamos super bem com um belo café num local chamado The Breakfast Club! Café especializado em café da manhã.

Entre as opções, eu optei por um típico café da manhã inglês, e ela por um nova iorquino.

Ao sairmos de lá, seguimos em direção ao Poezenbot, mas estava fechado hoje. Assim optamos por passear em direção a Dam Square, praça central em Amsterdam, onde se localiza o Palácio de Amsterdam, museu de cera da Madame Tussauds e entre outras coisas.

De lá procuramos um local chamado Beginjhof, uma espécie de mini parque cercado por casas. Este local foi por muito tempo exclusivo para mulheres católicas e solteiras, que não queriam virar freiras, mas faziam boas ações a sociedade.

Ele existe há a mais de 400 anos, e as casa foram restauradas nos anos 50. Até hj existem parentes das antigas moradoras nessas casas.

De lá resolvemos almoçar, e nos deparamos com um excelente restaurante chamado The Seafood Bar. Restaurante de frutos do mar daqueles bem frescos, recém recebidos. Optamos pelos dois pratos do dia, dois peixes, um similar a uma anchova grelhada com ervas, e o  outro lembrava uma tilapia com manteiga de limão, ambos espetaculares!

Após o almoço resolvemos perambular pela cidade, quase que sem rumo mesmo! Passamos pela Red Light, pelos famosos Bulldog Coffee Shop, e andamos até quase a estação de trem central, ficamos mais ou menos umas 4 horas andando sem parar!

O cansaço estava batendo e optamos por retornar para casa. No caminho um Coffee Shop chamou atenção, seu nome era Hunter, e decidimos parar um pouco por ali.

Depois de mais ou menos 1 hora no Coffee Shop, decidimos seguir o rumo para casa e jantar no meio do caminho, afinal já eram 7 horas da tarde e a fome começou a bater!

Descobrimos um excelente restaurante tailandês chamado Kevin Bacon. E que comida apimentada, meu deus, isso que a gente gosta muito de pimenta, mas aquela era demais!!!

O dia encerra assim, depois de muita caminhada, muita comida boa e muito frio!

Abraço a todos e amanhã tem mais!!!

sexta-feira, 4 de março de 2016

Feed the lions!

"Muda que quando a gente muda o mundo muda com a gente, a gente muda o mundo na mudança da mente, e quando a mente muda a gente anda pra frente, e quando a gente manda ninguém manda na gente, já dizia Gabriel a 12 anos atrás, parece que enfim ele dormirá tranquilamente!"

A cerca de 2 anos e 5 meses atrás publiquei um texto logo após as grandes manifestações, antes mesmo da reeleição da nossa tão omissa, despreparada, desentendida e provedora das maiores fontes de conteúdo humorístico do Brasil, Dilma. O texto em questão terminava com a frase acima.

Porém, somente em meados de 2014 que tudo iniciou, com a tão desejada, preparanda e tardia operação Lava Jato.

E hoje, mais do que nunca, foi e sempre será um dia histórico, o dia em que mostramos para o mundo que não há barreiras pra justiça, que não há seres blindados a lei, e, de uma vez por todas que não há volta para o caminho traçado.

Lula, e toda sua corja que a 14 anos dominam os poderes públicos, com indicações que favorecem seus partidos, com enriquecimento de empresários podres e fétidos e ratazanas que trafegam pelos palácios, ministérios e afins, que nasceram sobre a famosa lei de Gerson, todos estes que um dia riram pelas costas de nós, que até hoje éramos apenas meros mortais e eles eram os "imortais", dormem diariamente torcendo para não acordar com um mandato de busca e apreensão, isso quando conseguem dormir.

Hoje quem ri é quem vos fala, minha vibração hoje era similar a da final de copa do mundo, era como ver meu Palmeiras campeão do campeonato brasileiro, hoje Lava Jato, Sérgio Moro e companhia viraram um time de futebol no país do futebol.

Tenho a felicidade de ter nascido em uma família que sempre soube ensinar o que é ser justo, que entre todas a coisas que tornam um homem feliz e realizado, é poder deitar a cabeça no travesseiro e ter certeza que poderá dormir tranquilo, que vê o próximo como um similar e que não é correto se favorecer sobre o outro.

Infelizmente não é o tradicional na sociedade brasileira, somos induzidos ao longo da vida a acreditar que podemos furar fila, que fazer gato na rede elétrica é melhor do que pagar a tarifa abarrotada de imposto, que chegar atrasado nos compromissos é normal, afinal, as outras pessoas também vão chegar, que sonegar imposto é a única maneira de enriquecer, até porque, se eu não sonegar, meu concorrente vai, e aí eu me ferro.

Mas hoje demos o recado, não existe "imortais", não há se quer um rato que seja imortal a ratoeira. E o recado para a sociedade é maior do que um simples sentimento de justiça. Imagine como a geração entre os 10 e 20 anos observa a sociedade hoje.

Desde os estouro de toda a operação as mudanças iniciaram, o sentimento de justiça invadiu todos aqueles que falavam "Esse país é uma merda, ninguém vai preso", estes repensaram tudo que ensinaram para seus filhos, e seus filhos repensaram tudo que aprenderam.

As gerações, diferente da minha, que nascem no meio deste ambiente serão a grande revolução, inclusive os políticos em início de carreira atualmente. Mostrou-se que não há impunidade independente de sua história ou influência, "Cagou?! Vai ter que limpar queridão"!

E para você que acreditou em tudo que disseram e que apertou o 13 na última eleição, ou que a estrelinha é seu escudo desde pequeninho, não tenha medo de dizer que errou, afinal, é você quem é a vítima da história, é similar a um médico te dizer que seu câncer é só uma gripezinha, e depois de 14 anos você morre!

A anos atrás uma operação similar, e que inclusive serviu de incentivo ao Moro, ocorreu na Itália, denominada Mãos Limpas, e dividiu a história política atual da Itália. Talvez, e eu torço para que sim, a Lava Jato seja nossa "Mãos Limpas", e que ela, de uma vez por todas, seja o ponto final na cultura nefasta deste Brasil que deixei de amar a muito tempo.

Deixei de acreditar no Brasil a muito tempo, tive uma faísca de esperança em meadoa de 2013, mas foi só hoje que o pavio acendeu. Sei que somos capazes de superar está crise e repensar toda nossa forma de agir.

Se mudar uma cultura é como cuidar de um leão faminto, devemos alimentá-lo todo dia, caso contrário ele te devora, eu agradeço a Lava Jato e todos seus envolvidos do bem por darem comida para nossos leões diariamente.

Lembre-se de Gabriel a 14 anos atrás, "Muda que quando a gente muda o mundo muda com a gente, a gente muda o mundo na mudança da mente, e quando a mente muda a gente anda pra frente, e quando a gente manda ninguém manda na gente"!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

As certezas que a saudade me traz e uma nova definição

Certa vez tentaram me explicar o que era saudades, que era aquele sentimento de falta, onde buscamos nas lembranças as visões do passado, que nos alegram e que nos fazem saciar um desejo que está distante.

Acreditei por muito tempo que saudades era simplesmente essa falta, essa "coisa" que meio sem explicação lhe toma a consciência e não te deixa focar em mais nada.

Desde fevereiro, talvez poucos saibam, ou talvez muitos, minha vida mudou e muito, minhas concepções de desejos, de amor, de loucuras, de paixões, de ansiedade, de ciumes e de saudades, sofreram alterações que hoje, talvez nem saiba explicar o que e como pensava antigamente.

Desde que ela entrou na minha vida, compreendi a palavra intensidade, e isso refletiu em todos meus sentimentos, e hoje, especialmente divago sobre a saudades.

Saudades hoje compreende os detalhes mais diversos, as lembranças mais engraçadas e os sorrisos mais caloroso. Saudades daquele pezinho encostado no fundo da cama só para dizer "Durma bem, estou aqui".

Saudades do cheiro e das bochechas vermelhas após um banho quente que só ela consegue tomar, e da pele seca descascando e aquele cabelo encaracolado molhado e desarrumado com o sorriso de criança me olhando apenas desejando ser amada.

Saudades de correr pela manhã porque estamos atrasados, querendo dar comida para os filhotes, tomar café da manhã, transar e nunca esquecer de um te amo na despedida.

Saudades dos fins de tarde exausto jogados no sofá assistindo qualquer coisa simples e fácil de ser assimilada no sofá, sempre desejando as pernas entrelaçadas com carinho e o colo que ela tanto ama.

Saudades do prazer de seus olhares enquanto cozinho uma janta que com certeza sobrará para seu almoço no dia seguinte, ainda mais de seu sorriso de prazer assim que se delicia de uma bela massa com muito queijo e azeite.

Saudades das loucuras com o filhote que late, cordas e mais cordas jogadas sem parar, e o amor materno que nunca vi expresso em ninguém.

Saudades da certeza de que no fim do dia um sorriso é o suficiente para que eu esqueça dos problemas cotidianos e tenha a certeza de que estou no colo certo.

Saudades de uma garrafa de vinho bem bebida na sua companhia, e a segunda e terceira também, promovendo risadas, cantoria e muitos sorrisos e olhares apaixonados por toda a madrugada.

Saudades do brilho de seus olhos enquanto admiro seu amor pelos gatos, e este mesmo brilho que percebo enquanto ela me olha apenas me observando.

Saudades do seu ciúmes brincalhão com fundo de verdade que me diverte e me faz querer que isso nunca mais aconteça ao mesmo tempo.

Saudades do calor de seu corpo deitado sobre o meu enquanto acaricio suas costas com a certeza de que logo logo sua respiração entrará em uma profundidade sonolenta e tranquila.

Saudades do silêncio que por vezes permanece na nossa presença, mas com a certeza de que o este é parte do nossos pensamentos sobre o futuro.

Saudades de sonhar sobre nosso futuro, nossos filhos, nossa casa e todos os desejos que temos e queremos realizar por toda a vida, enquanto ela sorri divertidamente em meu colo.

Saudades de fazer cócegas em sua cintura enquanto ela tenta expressar algum tipo de birra ou irritação e admirar seu desespero mesmo antes de eu encostá-la.

Simplesmente saudades de tê-la próximo, sentir seu cheiro, seu gosto, sua textura, seus pensamentos, seus cabelos, seu corpo quente, seu sorriso, sua ternura, sua beleza, suas angústias, sua ansiedade, sua razão tão frequente, sua sabedoria incomum, seu prazer.....saudades.

Poderia escrever um romance de 20 livros sobre todos os detalhes do meu dia que fazem falta nesta distância que incomoda, gastaria madrugadas e madrugadas tentando recuperar este tempo que para mim é um tempo perdido, afinal, longe de ti estou sempre perdendo.

Hoje poderia descrever a saudades como uma perda, que não há mais volta, pois perdi todas as oportunidades de passar o que escrevi anteriormente e muito mais contigo.

São dias que se vão longe de ti, e que perdi oportunidades ao seu lado, são saudades infinitas e absurdas, que desejo não tê-las mais.

Defino a saudades como uma certeza de ter encontrado o amor da minha vida, e que este amor é consequência de desejos e respeito nunca vividos antes e principalmente de nosso companheirismo.

São saudades....amor...

São certezas, somente certezas.


domingo, 8 de fevereiro de 2015

Mundo Velho no Inverno - Últimos dias e conclusões

Fala meu povo!

Não há muito o que ser declarado dos últimos 2 dias, até porque só retornamos para Dublin, devolvemos o carro e ficamos aproveitando como dava.

Mas muitas coisas se confirmaram na minha cabeça nessa viagem, talvez como primeiro ponto a diferença que un intercâmbio faz a um ser humano!

Para quem não conhece a Renata ela era aquela típica garota perdida, apesar de ter se virado como pode em Blumenau, ela tinha uma mente diferente, dificuldades pra compreender como as outras cabeças pensavam diferente da sua!

Era estabanada, com o olhar vago, por vezes acomodada, é como diríamos no bordão, garota do mato! Eu teria desconfiança em entregar tarefas pra ela, não por achar que ela seria incapaz, e sim por achar que faria de qualquer jeito!

Hoje a Renata é um novo ser humano, ela compreende que o mundo é humano, que as relações interpessoais são fundamentais para o futuro, ela é observadora, inquieta e curiosa!

A Renata hoje é um orgulho para mim, sem medo confiaria nela de olhos fechados para o que for, além disso, ela finalmente descobriu seu caminho, e depois de poucas e boas na Irlanda, ela hoje chorará rios quando for embora!

Mas o mais importante, ela hoje tem uma história de vida riquíssima, que com certeza abrirão diversas portas pra ela, fora as que ela já deixou abertas em Dublin!

Além disso me enojou um sentimento que até eu carregava em certos momentos, o ato de fazer por medo da consequência e não por ser o certo! Confuso? Vamos a um exemplo!

Na Europa muitos meios de transporte se quer tem catracas, mas isso não significa que é gratuito, é pago! Foram diversas vezes que os paguei por medo de ser multado, e não porque é o certo a fazer, e foi o que refleti diversas vezes, eu devo fazer as coisas por serem certas, por favorecerem o crescimento econômico, o desenvolvimento social, e não para me blindar de uma consequência!

Além disso a pressuposição de que o ser humano é do bem, nós brasileiros, culturalmente somos desconfiados, o que gera mais desconfiança, além de criar o sentimento de impotência e eterna vítima, provocando ações que julgamos como represálias ao sistema, isso beira o ridículo, é podre e nojento!

Eu sei que na sociedade que vivemos certas situações dificultam isto, mas que tal tentarmos enxergar o próximo com menos desconfiança, e ao invés de pressupor que ele pode ter atitudes criminosas, pressupor que ele é um ser tão do bem quanto você!

Em resumo, fica escancarado quantos mil anos luz eles estão a frente de nós, em tudo que é possível imaginar, seus pensamentos sempre advém da bondade, do crescimento coletivo, se sentem donos de tudo que usufruem, cuidando com prazer e ninguém está em nenhum local para servir o outro, eles são coletivos, eles entendem que um pouco faz, mas juntos todos fazemos, e fazemos muito!

Não sei quanto tempo sobreviveremos nessa mesmice, mas não prevejo muitos anos saudáveis pela frente! O meu futuro eu já sei onde e como vai ser, e o seu?

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Mundo Velho no Inverno - Dia 11

Hoje o dia foi interessante!

Ficamos num Hostel muito bacana, com uma sala extremamente aconchegante, lareira e afins!

Enfim, acordamos preguiçosamente as 10h, nos arrumamos e iniciamos nossa jornada! Nosso primeiro destino seria o Wicklow Mountains National Park, e assim foi!

Fizemos uma rota denominada Old Military Road, com vistas sensacionais, e que nos levou até o Lough Tay, mais conhecido como Guiness Lake devido a cor da sua água q é extremamente escura!

De lá fomos em direção a Powerscourt Waterfalls, apenas um parque bacanas com uma bela cachoeira, mas depois de tudo que vimos de belezas naturais, ficou até meio sem graça!

Andamos ao redor do parque e seguimos para Powerscourt House & Gardens, palácio na cidade de Enniskerry com diversos jardins paisagísticos ao redor! Local é muito bonito, muito bem conservado, mas não é nada além disso!

Bom, de lá decidimos que hoje a noite seria um dia diferente, assim iríamos no Johnnie Fox's Pub, pub fundado em 1798 e em atividade até hoje!

Olha, por mim a viagem poderia terminar hoje q estava fechada com chave de ouro, existe um motivo único pra esse Pub existir até hoje, ele é espetacular, tudo começa na recepção,  decoração, as mesas, o cardápio, é tudo sensacional!

Comi uma salada de presunto de ovelha com nozes e pera, prato principal coxa de ovelha ao vinho com purê de batata e sobremesa o sorvete de baunilha deles que foi premiado diversas vezes na Irlanda!

E não acabava ae, existem 3 ambientes o Pub, o restaurante, o bar e o restaurante-bar-musica, onde estava tendo dança típica da Irlanda, misturado com um pouco de sapateado!

E pra finalizar, nada como uma banda Irish, tipicamente Irish, 3 senhores de idade fazendo o que amam da melhor maneira possível!

Amanhã daremos mais algumas voltas pelo condado de Wicklow e retornaremos para onde partimos, Dublin! Finalizando assim a viagem!

Nós vemos amanhã com mais notícias!
Abraços a todos meus leitores, divirtam-se!

Amo vocês família!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Mundo Velho no Inverno - Dia 10

Hey dear folks, how are you guys?

Hoje foi um dia urbano, digamos! Passamos o dia todo em Kilkenny, na verdade o que nos restava do dia!

Acordamos relativamente tarde, era próximo das 10h, e eu decidi ir tomar um café da manhã pela cidade, perguntei para um local onde seria um excelente local para o café da manhã, e fui bem incisivo, falei, se eu fosse você, onde iria?

A indicação foi muito boa, um local chamado de The Ground Floor, a atendente muito gentil, escolhi um Panini Breakfast, que vinha recheado com queijo, tomate Black puddin e Bacon, bem ao estilo Irish Breakfast! Muito bom por sinal!

Bom na noite anterior separei algumas pequenas coisas pra ver, sendo assim fizemos check-out no hostel e fomos conhecer a cidade! A primeira parada era o Kilkenny Castle!

Castelo que começou a ser construído em 1195 e foi finalizado 18 anos depois! Muito elegante, com um grande gramado nas proximidades, formando um belo parque que serve como trajeto até o fim do canal que cruza a cidade! A vista em todos os pontos é muito bonita!

De lá subi a avenida pricipal da cidade, encontrei bastante movimento, pois era horário de almoço, e entrei na Smithwick's brewery, cervejaria local, para uma visita guiada!

Cervejaria tradicional de Kilkenny fundada em
1710 por John Smithwick! A visita é bem bacana, apesar de a fabricação não ser mais realizada lá, o tour é bem curioso e moderno, passando por toda a história da cervejaria, sua sobrevivência as guerras, e sua evolução! Finalizamos o tour com um belo Pint de Smithwick's.

De lá estava meio sem rumo e um pouco cansado de cidade já, dei mais umas breves voltas e parei para almoçar, durante o almoço resolvemos seguir trajeto para Wicklow,  provavelmente nosso destino final!

Chegando em Wicklow, de costume, fomos procurar Hostel para ficar, e não achamos nada, tudo meio parado por conta da baixa temporada, o que foi de certa forma desesperador, pois já estava escurecendo e estava frio!

Procuramos nos arredores e achamos um em Glendalough, cidade próxima, mas aí que começou a assustar mais ainda, pois o GPS nos levou para o meio de uma floresta, por uma estradinha de barro, sem luzes sem nada!

Paramos, retornamos pra via principal e ligamos para o Hostel, conseguindo assim as coordenadas corretas!

Depois de um certo sufoco, chegamos ao Hostel e tudo está bem, haha!

Amanhã vamos visitar alguns pontos como lago, parques e afins, paisagens que fazem parte do filme P.S.Eu te amo!

A viagem está perto do fim, mais duas postagens, talvez três, e fim!

Abraço a todos que me lêem!

Beijo família que eu amo, se cuidem!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Mundo Velho no Inverno - Dia 9

Buenas meu povo, como estão?

Bom o dia foi bem simples hoje, sem muitas peripécias, até porque estamos meio exaustos!

Enfim, levantamos preguiçosamente e demoramos um bucado pra sair do Hostel, considerando que ontem tinha Super Bowl e que eu fiquei assistindo, a preguiça foi merecida!

Bom, de Cork seguimos par Kinsale onde visitariamos as ruínas de um forte antigo! Este, denominado Charles Fort, foi construído no século 17, no formato de estrela para resistir a ataques de canhão!

As ruínas estão sendo gradativamente restauradas e o local conservado, porém a pouco a ser visto, até mesmo da história, tendo em vista que a humanização é recente, mas valeu a pena igual!

Tentamos almoçar num restaurante que nos foi indicado, mas ele estava em reforma! Nossa ideia era seguir para uma cidade chamada Cobh, mas preferimos seguir direto para Kilkenny e aproveitar o dia melhor lá!

Chegamos em Kilkenny por volta das 17h, logo achamos o Hostel e organizamos nossas coisas, a cidade é bem bonita, aparentemente grande!

Decidimos então almoçar em um restaurante premiado da região, chamado Rinuccini, cozinha típica italiana muito bem preparada!

De entrada torradas ao alho com pate defumado de pato, prato pricipal um canelone recheado com peito de pato ao molho de tomate, basilico e pimenta malagueta e sobremesa, até para testar o chef, tiramisu, sim o chef foi aprovado!

Amanhã passaremos parte do dia por aqui e seguiremos depois para Wicklow, terra de cenários do filme P.S. Eu te amo!

Abraço a todos!

Beijo família Knakiewicz, amo ocês!

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Mundo Velho no Inverno - Dia 8

Hello dear friends!

Hoje o dia foi realmente proveitoso, e isso que era inesperado esse fato!

Acordamos no horário tradicional, e arrumamos as coisas para sair, mas hoje, o carro estava totalmente coberto por gelo, pára-brisa, janelas, portas, chegou a ser engraçado! Mas nada que uma caneca de água fervendo não resolva!

Enfim, seguimos em direção ao que chamam de Ring of Kerry, uma estrada típica do condado de Kerry com diversas vistas e paisagens curiosas e únicas!

Porém, meu caros, logo nos primeiros kilometros entramos em um local chamado Gap of Dunloe, uma estrada entre montanhas que nos levou a paisagens únicas!

Entramos em propriedades privadas em um local chamado Black Valley, nos perdemos entre trilhas e mais trilhas e por fim nos achamos entre paisagens incríveis e provavelmente as quais poucas pessoas no mundo tiveram o privilégio de ver!

Quando o destino era certo, percebemos que estávamos no sentido contrário ao que deveríamos fazer, mas nada impediu o roteiro, e seguimos em direção à Bray Head!

Mais um cliff daqueles de tirar o fôlego, literalmente, para mim um ser naturalmente e familiarmente com medo de alturas, foi um confronto e tanto! Mas valeu a pena cada passo!

De lá seguimo para as Geokaun Mountains, mais uma formação rochosa proporcionando uma vista única!

Como o roteiro foi completamente impactado pela nossa rota alternativa, tivemos que nos apressar para Cork, pois estava ficando tarde!

Mas nada impede a natureza de viver e nos proporcionar belas vistas, e mesmo com pressa conseguimos vistas maravilhosas a longa da estrada!

Anoiteceu, chegamos em Cork e nos hospedamos em um Hostel que também é bar, pra mim é ótimo já que hoje tem super bowl!

Amanhã devemos finalizar o pedaço de costa que falta é seguimos para Kilkenny!

Forte abraço a todos que me lêem, com certeza seria muito bom ouvir o que vocês estam achando disso tudo!

Beijo família, amo vocês!

sábado, 31 de janeiro de 2015

Mundo Velho no Inverno - Dia 7

Hello meu povo!

Hoje o dia foi bem simples, na verdade ele já começou na preguiça! Demoramos muito pra nos arrumarmos e sairmos do Hostel!

Como vocês devem lembrar, decidimos entrar no interior, pois bem, ontem à noite pesquisamos coisas para se fazer e ver no interior, e a decepção foi grande!

O interior é bem sem graça, as paisagens não são das mais belas, é cheio de ingrejas e vilarejos com seus parques, nada tão emocionante como o que já vimos por ae!

Assim sendo, separamos alguns pontos para ver, começando pelo King John's Castle em Limerick mesmo, minha paixão por castelo me fez fazer o tour pago, mas valeu a pena!

Castelo bacana, nada comparado ao castelo de Edinburgh, ou mesmo a minha segunda casa, o castelo de Urquhart, mas era bacana, bem conservado e com uma história interessante!

O castelo foi construído em 1200 por ordens do Rei John, e sofreu severos danos devido a rebelião de 1621, porém é muito bem conservado, um dos mais conservados da Irlanda!

De lá, iríamos almoçar num local chamado Milk Market, o que me parecia, pelas pesquisas na Internet, uma feira ao céu aberto! Porém a decepção ao chegar foi grande, era mais uma leve bagunça com frutas e verduras, nada de produtos caseiros feitos pelos fazendeiros da região, como dizia na Internet.

Decidimos passar em um supermercado e comprar nosso almoço, e entre comer e conversar, chegamos a conclusão de que seria uma boa idéia voltarmos para a costa, pois o interior parecia muito sem graça!

Com isto mudamos nossa rota, o que hoje deveria ser Cork, virou Killarney, e amanhã faremos uma rota que é denominada Ring of Kerry, visualizando algumas das mais belas paisagens do condado de Kerry!

Pois bem, o dia foi curto porque o interior é sem graça, mas amanhã as paisagens voltam!

Forte abraço a todos que lêem! Se cuidem e keep travelling!

Beijo pra minha família amada!

Take care!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Mundo Velho no Inverno - Dia 6

Hey ya!

Passamos a noite em um Hostel muito bacana, SleepZone em Galway, recomendo, o clima muito bom, atendentes muito bem informados, tudo muito bom!

Acordamos um pouco mais cedo que o usual pq hoje a caminhada era maior, continuaríamos a fazer o Wild Atlantic Way, mas com algumas paradas a mais hoje!

Nossa primeira parada foi em Dunguaire Castle, um castelo bonito, elegante, porém só aberto durante o verão para turismo interno, de qualquer forma foi bom revê-lo!

Seguimos então para Concoroe Abbey, apenas a avistamos de longe, ruínas de uma Abadia, bonita mais não valia o tempo que tínhamos, pois tínhamos que aproveitar o clima favorável para os Cliffs!

De lá nosso trajeto deveria ser Glininagh Castle e Black Head, mas acabamos errado o caminho é entrando no interior, fugindo um pouco da nossa rota tradicional, mas, de certa forma foi favorável, pois acabamoa pegando um estrada muito bacana próximo a Linsdoovarna, cheia de zig zags e que no topo do morro nos concedeu uma vista muito bonita.

Assim sendo, corremos em direção aos Cliffs of Moher, que eu já conhecia, mas minha paixão é inegável, sempre que estiver por essas terras otei vê-los, mais bela paisagem, clima, sensação, é quase minha terceira casa!

O clima estava totalmente favorável, sol forte, proporcionando belas fotos, chegamos cedo, então tínhamos muito tempo! Andamos por todos os cantos que foram possiveis, e foi muito bom!

Nosso dia ainda reservava duas visitas, a próxima Chamada Bridge of Ross, quase no extremo oeste do condado de Clare, é uma formação rochosa entre as falésias que forma uma espécie de praia com uma ponte natural entre dois pontos do continente, é muito bonito!

E por fim, fomos literalmente no extremo oeste da Irlanda, no último ponto de terra do oeste, local chanad Loop Head, mais uma falésia, ou cliff, onde há um farol, infelizmente inacessível para visita, mas a vista proporcionada é espetacular, você enxergar o horizonte daquele local, observando a imensidão do nosso planeta e toda aquela beleza puramente construída pela natureza, era tudo espetacular!

A costa nos proporcionou momentos únicos na vida, possivelmente as belezas mais intensas que veremos em vida. Mas de costa chega, vamos partir por interior, por isto de Loop Head seguimos para uma cidade chamada Limerick, que fica no Condado de Limerick, condado onde surgiu a banda The Cramberries pra quê interessar.

Amanhã teremos um dia pela cidade, visitaremos três outras cidades da região e desceremos para Cork.

Abraço a todos os fiéis leitores!

Beijo família, amo vocês!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Mundo Velho no Inverno - Dia 5

É meu povo, a coisa não para aqui!

Hoje o dia foi bacana, ao menos a primeira parte dele foi sensacional!

Saímos cedo de Westport, estava nevando, o carro estava cheio de neve! Foi interessante dirigir na neve, primeira vez, bem interessante!

Seguimos conselhos de um amigo da Renata e fomos sentido Leenane, logo do início do trajeto as vistas ficaram sensacionais!

Entramos em uma estradinha minúscula, num vale, montonhas cobertas de neve para os dois lados, trechos com rios e lagos, tudo em tons de vermelho e verde, espetacularmente foda!

E chegamos em Leenane, a cidade é linda, localizada no fim de um fiorde, proporcionando uma vista sensacional!

De Leenane seguimos para Kelymore Abbey, um convento de freiras beneditinas, uma construção muito bonita, há uma visita paga, onde da para ir até um jardim cultivado por elas e outro trajetos no interior, porém estava nevando, não iríamos aproveitar muito, então decidimos só por ver o exterior e tirar fotos!

Saindo de lá seguimos nosso trajeto pela Wild Atlantic Way, passando por várias pequenas cidades como Clifden, muito bonita por sinal, em direção a Galway!

Chegamos em Galway mais ou menos umas 15h40min, deu tempo de dar uma volta pela cidade e conhecer pequenos trechos que eu ainda não conhecia, pois, não sei se lembram, mas estive aqui em 2010!

Voltamos pro hostel perto das 19h, onde ficamos conversando e discutindo sobre amanhã.

Amanhã o dia promete, esperemos que o clima ajude, se não ajudar, dane-se, visitaremos igual!

Beijos a todos que lêem, beijo maior ainda pra minha família que tanto amo!

Cheers!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Mundo Velho no Inverno - Dia 4

Hey mat!

Hoje o dia foi espetacular, fora de série!

Começamos naturalmente com um belo irish breakfast, feito pelo host do B&B Stanford em Ballina, Dave! Direito a bacon, ovos, black and white puddin e sausages, só faltou o feijão e estaria completo!

Caímos na estrada sentido a Downpatrick Head, uma falésia gigantesca, o clima não estava o dos melhores para visitar e foi literalmente uma guerra contra a natureza subir até lá, por minutos sentido medo, muito medo mesmo, o vento era absurdo, frouxo uns 60 km/h, pra mais, frio, carregando água do mar, temperatura marcava 0, mas a sensação devia ser de uns -15!

Depois de 30 minutos lutando contra a natureza fui até o ponto onde acreditei ser o limite da segurança, pois mais adiante o vento subia pela rocha e fiquei com medo de ser jogado em alguma rajada inesperada! Mas valeu cada esforço, cada barro na calça e cada segundo levando chicotada de vento na cara!

De lá fomos para um local chamado Benwee Head, também uma falésia, mas com um contexto histórico explicado, acredita-se que lá o espírito de uma criança foi transformado em um cisne e condenado a vagar pela região! Enfim, histórias a parte, a vista é espetacular, dão falésias e mais falésias incansáveis!

Seguimos então para Balcksod Bay, uma baía bonita pela vista que proporciona, mas aparência do local não é tão belo, acredito eu que pelas condições de pesca, deixando de ser tão turístico!

E por fim fomos em direção a Achill Head! Mas aqui vamos entrar em alguns detalhes da viagem!

Todas as estradas que passamos eram estilo aos fimos irlandeses, entre os mais famoso P.S. Eu te amoe Casa comigo? Aquelas estradinhas estreitas, alguns momentos de pedra, em outro que só cabia um carro, era tudo sensacional.

Outro ponto é a diversidade, saímos de lagos para falésias, de falésias para planícies, de planícies para vales, de vales para ilhas, planatos, montanhas, era tudo espetacular, a vista era surreal, as fotos não são um décimo do que minha visão captou!

Cada nova descoberta deste país me fascino mais, realmente a Irlanda talve seja um dos locais mais bonitos do mundo, e muito provavelmente um dos mais bonitos que vou visitar em toda minha vida!

Enfim, Achill é uma ilha conectada por uma ponte, um cidade muito bonita, com duas prais, uma delas localizada num local chamado Achill Head, e que local espetacular, uma praia pequena, em um vale, surreal!

O vento praticamente jogava nós contra o mar, era muito forte, soprando por cima das montanhas em direção à praia! Espetacular!

Ficamos por cerca de 1 hora lá, era muito bonito! De lá partimos para Westport, onde passaremos a noite, estamos exaustos, mais satisfeitos e de alma lavada!

Cada paisagem foi de encher os olhos de lágrimas, é tudo espetacular! Provavelmente seguiremos este trajeto da Wild Atlantic Way, pois nos agradou e muito!

Forte abraço a todos que aqui procuram um momento de distração!

Amo vocês minha família! Se cuidem!

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Mundo Velho no Inverno - Dia 3

Buenas meus lindos leitores!

Hoje o dia começou levemente corrido, apesar que sabia que iria esperar a Renata tomar banho!

Enfim, acordamos, tomamos café e começamos a organizar as coisas pra sair! Na noite anterior selecionamos 3 pontos para visitar, Knocknarea, Glencar Waterfall and Lake e Ben Bulben!

Sendo assim, partimos do hostel, que por sinal era horrível, ou seja leitores, se por acaso algum dia forem para Sligol, não fique no Harbor Hostel, calefação não funcionava, janela só consegui vedar com uma toalha, atendimento mediano e localização mediana.

Continuando, do hostel partimos para o primeiro ponto Knocknarea, a princípio parecia uma furada, mas arriscamos uma trilha em construção e o resultado foi espetacular!

Knocknarea é uma montanha ao oeste da cidade de Sligo, existe um ponto dela onde existem um amontoado de pedras que nunca foram escavadas e acredita-se que lá existe uma tumba.

A vista do topo é sensacional e a trilha ainda está em construção, será feito um grade deck para visualizar tudo do alto da montanha. Pelo frio e pelo clima do dia, não cheguei até o ponto mais alto, mas cheguei quase lá!

Depois de cerca de duas horas lá, seguimos para Glencat Waterfalls and Lake, onde dizia existir uma caminhada de 10 km até o topo do morro! Logo na nossa chegada avistamos um mapa e entramos em um local que tudo indicava ser nosso caminho, porém ao fim o trajeto, percebemos que havia algo errado.

Parecia mais um parque com uma cachoeira, bem minúsculo, nada comparado a 10 km de caminhada, demos a volta mais ou menos em 10 minutos! Não contentes, avistamos uma placa com um mapa, onde indicava realmente uma caminhada de 10 km, mas não indicava o início!

Depois de alguma procura, encontramos uma estradinha sensacional, estreita, com árvores grandes, altas, em ambos os lados, tudo com cara de Irlanda!

A estrada para carro era então interrompida em um pedaço do trecho, deixamos o carro lá e seguimos a pé, e cada passo valeu a pena! A vista era sensacional, tudo era belo, montanhas, grama, ovelhas, pedras, pequenos pedaços de gelo nos picos das montanhas, era espetacular!

Ficamos por aproximadamente 2 horas lá também, e por conta do horário e do clima nublado decidimos abandonar a última visita, pois era uma paisagem que exigia sol!

Assim sendo, retornamos a Sligo, estávamos famintos, só com café da manhã e petiscos ao longo do dia. Passamos no Tesco, rede de supermercados aqui da Europa, compramos mantimentos, e enquanto comíamos, decidiamos nossos próximos passos!

Com isto, sabíamos que iríamos para o Condado de Mayo, só não sabíamos onde, para não restarem mais dúvidas, decidimos perguntar nesses postos de informações ao turista,e que decisão acertada!

No posto recebemos dois almanaques de trajetos a serem visitados na região oeste e sul da Irlanda, ainda um mapa das duas regiões e, por conselho da senhora extremamente simpática que nos atendeu, resolvemos ficar em Ballina está noite e seguir pela costa do Condado de Mayo pela manhã de amanhã!

Entramos de volta no carro e pegamos estrada, cerca de 1 hora depois chegamos em Ballina e encontramos bosso B&B.

Amanhã saímos primeiramente em direção a Downpatrick Head, depois Ceide Head, seguido por Benwee Head, Blacksod Harbor, Traumore Bay e por fim Achill Head.

Terminaremos o dia provavelmente em Westport, mas dependendo do horário, podemos seguir um pouco mais adiante!

É isto meus queridos, espero que estejam gostando!

Abraço a todos, um beijo enorme para minha família que amo tanto!

See ya!

Mundo Velho no Inverno - Dia 1 e 2

Hello my friends!!

Bom pessoal, retomando a ideia que tive quando fiz minha primeira viagem à Europa, farei meu diário blog!

Meu primeiro dia foi mega correria, cheguei em Dublin era mais menos 11h da manhã e fui recebido pela minha amiga Renata. Pegamos o ônibus para a casa dela e no trajeto aproveitamos para darmos risadas e estarmos a par da vida de ambos, afinal foram quase 2 anos conversando pouquíssimos, quando dava!

Enfim chegamos, deixei o mochilão por lá e fomos almoçar no restaurante The Porter House, Cozinha Espanhola, com porções individuais, porém extremamente saborosas, me saciei com uma calderata de ovelha com pimentão e Chili e um chorizo ao vinho, ambos espetaculares!

Na sequência fomos atrás de um chip para meu cel para podermos usar a Internet de forma maia barata aqui! Consegui e vale.muito a pena, com 10 euros, comprasae 5gb de net com prazo de 30 dias para uso!

Em seguida retornamos pra casa, e ela começou a organizar suas coisas de viagem, como conheço a donzela, sabia que iria demorar então não pensei duas vezes e fui até o Temple Bar, que por sinal fica embaixo do apartamento dela, e iniciei minha sessão Guiness.

Aaaa que saudades dessa cerveja espetacular, cada gole pária um manjar dos deuses, a espuma cremosa rodeando toda superfície do copo, era uma visão do paraíso, para melhorar um trio com músicas tradicionais criava o clima ideal para uma pint de Guiness!

Nesse meio tempo entrei em contato com um amigo que também está morando pela região e logo nos encontramos para ir em um outro pub chamado Diceys.

Local bacana, com vários ambientes, completamente lotado para um domingo e com milhares de brasileiros, nem parecia a Irlanda de tanto brasileiro!

Não demorei muito lá, depois de mais 3 pints, retornei pra casa, e, como eu já imaginava, a Renata ainda estava organizando as coisas!

Depois de algumas horas de conversa, organização e etc, decidi dormir, pois sabia que o dia seguinte seria muito cansativo!

Assim finalizou meu primeiro dia desta Trip, iniciando o próximo!

Acordei e fui acordar a nariguda que eu já esperava, estava dormindo ainda! Finalizamos de arrumar coisas pequenas e fomos pro aeroporto!

Demoramos um pouco pra achar, mas logo encontramos o local onde retirar o carro, e deu tudo certo, como esperado o rapaz tentou vender coisas que não haviam tanta necessidade, recusamos tudo e começamos nossa viagem!

De início foi complicado me adaptar ao lado contrário do volante, trocar de marcha com a mão esquerda e entre outras coisas, mas logo peguei o jeito!

Pegamos a estrada sentido Dundalk, com previsão pra chegar por volta do meio dia, a estrada principal não proporcionava as melhores paisagens do dia, mas eram sensacionais!

Chegando em Dundalk logo percebemos que era uma cidade pequena, sem muitas coisas a serem vistas e aproveitadas, então decidimos seguir para Sligo, e foi ae que a viagem começou a melhorar!

Logo desviamos da estrada principal e caímos numa rodovia pequena, estreita, linda, com árvores em todo arredor, muito verde, casinhas no alto das montanhas, aqueles terrenos recortados por cerca viva e aquele clima típico de inverno!

A vista melhorava cada hora mais, até que encontramos um castelo chamado Castle Coole, em Enniskillen, cidadezinha na Irlanda do Norte que era trajeto para Sligo.

Castelo muito bonito, com um jardim verde gigantesco ao redor e um lago muito bonito também bem próximo, pelo visto hoje ele é usado como forma de recreação dos moradores dos arredores.

Ficamos mais ou menos umas 2 horas lá, femos um volta ao redor do lago e pegamos estrada sentido ao nosso destino, Sligo!

Quando estávamos próximos de Sligo já, a Renata ficou meio enjoada e pediu para dirigir o carro, assim ela guiou até chegarmos em Sligo.

Em Sligo ela fez a proeza de entrar na contra mão, quase matando nós, ok, exagero da minha parte, mas foi um belo de um susto! Demos uma volta atrás de hostel ou B&B e achamos um interessante bem simples, satisfez nossas necessidades.

Depois de um banho, e muita preguiça, fizemos um pouco do roteiro de amanhã e agora vamos dormir para aproveitar melhor o dia seguinte!

Um abraço a todos que visualizam este texto, desejo muita viagem para vocês!

Amo vocês minha família!

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Não há sempre o mesmo Natal, há vários!

A poucos dias estive presente no único ambiente que até hoje me sinto criança e com as energias renovadas, no único local onde minha mente esquece os problemas do mundo, retorno as minhas preocupações de criança e vivo sem as angústias de um ser humano. Minha casa.

Num breve período de 5 dias estive rodeado de amor, carinho, amizade e cumplicidade. As festividades de natal sempre me remetem a ocorrências do gênero. Diferente do significado popular religioso do natal, e das trocas de presentes e os interesses existentes por essa data, para mim o natal tem um e único significado, amor.

Desde pequeno meu natal sempre foi singular, me lembro da época onde o Papai Noel nos visitava, até o dia em que percebi que ele usava o mesmo relógio que meu pai, coincidentemente meu pai estava "Trabalhando" e chegaria mais tarde, e novamente, só depois que o Papai Noel foi embora.


Sempre vinha o bom e velho senhor com a sacola cheia das coisas que escrevíamos nas cartinhas e colocávamos nas meias penduradas na lareira ou na árvore de natal. E falando em árvore de natal, como era belo a casa toda iluminada por dentro e por fora, todas as decorações que meus pais sempre fizeram questão de colocar e aquelas que hoje ainda ficam.

Mas fora o tradicionalismo existente, meu natal sempre era rodeado de pessoas que não eram somente familiares, eram amigos, amigas, famílias que adotamos como tios, tias e primos e agregados que aprendemos a amar ao longo da vida.

Neste último natal nos juntamos ao redor da mesa para seguir uma tradição religiosa e aproveitamos para fazer alguns agradecimentos, naquele momento não me veio a mente e ao coração as palavras que virei a colocar aqui, mas é ao que segue que devo o natal.

Natal para mim tem apenas um significado, amor, aquele que não é um simples amor, por vezes se quer sabemos que amamos ou gostamos das pessoas que nos circularam ao redor do natal, e elas foram diversas na minha vida, há famílias que hoje não passam mais com nós, mas trouxeram alegria sempre que nos visitavam, a outras que entraram a pouco.

Mas apenas o ato de juntar todos ao redor de um motivo comum, é belo e único, entender que isto é amor e isto é o que move o meu mundo, me enche os olhos de lágrima.

Neste natal, o primeiro da vida, entrei com os nervos a mil por conta de excessos cotidianos. Mas o meu natal é mágico, e em poucos segundos daquela noite encalorada renovei todo meu humor e minhas vontades de vida, enxerguei todos aqueles sorrisos como simples alegrias de vida.

Era uma mescla de idades, que iam de 25 a 90 anos, e a conexão de todos era monstruosamente alegre, as risadas e os sorrisos foram para além do impossível, enxergar que mesmo depois de tantos anos, para mim 25, conseguimos manter uma união talvez única, me orgulha e novamente me enche os olhos de lágrima.


Não sei sobre os que leem este texto, mas para mim Natal deve e lutarei com unhas e dentes para que seja sempre assim, que seja para aqueles que precisam um momento de apoio e alegria, para enxergar que o mundo é belo e que sorrisos são essenciais para a existência de vida ou para aqueles que já sorriem compulsivamente e apenas desejam transmitir essa alegria.

Agradeço a todas as famílias que um dia fizeram parte do meu natal e contribuíram para que eu moldasse esse significado de natal. Mais que isso, agradeço a minha família quem magistralmente permitiu que eu me desenvolvesse nesse ambiente amistoso e singular, a qual hoje fomenta meus impulsos de alegria.

Um Feliz Natal atrasado, mas por atrasado apenas desejo a todos que possam atingir o ápice da felicidade na vida como eu consigo nessas noites.

domingo, 6 de julho de 2014

Just About TIme!

Se você tivesse o poder de reviver qualquer momento da sua vida quantas vezes fosse necessário, e sempre fazer da maneira que você julgasse melhor, tendo sempre a memoria de como foi todas as outras vezes anteriores, que uso você daria para a simplicidade desta sabedoria?

Neste domingo preguiçoso assisti um filme peculiar que aborda a vida desta forma, onde um simples rapaz tem a capacidade de voltar no tempo para qualquer ponto de sua simples vida, podendo refazer qualquer ação da maneira que bem entendesse.

E tudo que ele busca durante todo esse tempo é um simples amor, um amor que ele julga ser a única necessidade da vida, inclusive é dito pelo protagonista que tudo se trata de amor. Neste ponto ele te prega uma peça.

Não se trata de um filme daqueles belos e românticos para casais assistirem em um domingo chuvoso enrolados nas cobertas e entrelaçando as pernas. Se trata do amor de uma família, uma família que tudo faz para mante-la estruturada e feliz, mas do que isso se trata de um filme sobre a vida e como a observamos.

A vida ela pode ser simples como pode ser complicada e tudo depende da forma como é abordada, em determinado momento é citada a receita da felicidade pelo pai desta família, onde ele diz que um dia deve ser vivido duas vezes, a primeira como um dia qualquer, com suas angústias e tristezas, bem como felicidades do cotidiano. E a segunda, deve ser vivida sem se importar com as peripécias que tanto afugentam nossa felicidade, percebe-las mas tratá-las como uma cruel brincadeira que arranca um breve sorriso de felicidade.

Deixando de lado a fantasia, sim, essa talvez seja a receita da felicidade, me refiro a segunda parte do seu dia duplo. Por que devemos nos preocupar com os maus acasos de um dia simples, e se esta cinza, que mal há nisso? Se existe um estresse em seu despertar, olhe no espelho e sorria, mesmo que forçado, estique os músculos da sua face e entenda que este dia é apenas um, não haverá oportunidade para um novo dia, igual a este, não temos esta capacidade, então me pergunto, por que a tristeza? por que a preocupação? e o por que tantos por quês?

Parafraseando o narrador desta bela história, "Todos nós viajamos pelo tempo juntos, todos os dias das nossas vidas. Só podemos fazer o nosso melhor para aproveitar este passeio surpreendente. Eu vivo cada dia como se tivesse retornado para este mesmo dia para curti-lo como se fosse meu último de minha extraordinária e simples vida".

domingo, 29 de junho de 2014

O jogo do acaso entre os casos e casos!

Nestas madrugadas de domingo, minha mente latejante me incomoda e dificulta todos meus descansos e descasos, sejam quais forem minhas experiências de um fim de semana, simples, complexas, alimento meu domingo tentando compreender o significado dos acontecimentos cotidianos a qual vivo.


Hoje, me deite e tentei relaxar a mente, esquecer do mundo e simplesmente desligar, mas não pude, não fui capaz de fazer uma atividade que para tantos é simples, é quase como apertar um botão. Refletia sobre as diversas formas de viver, os últimos fatos da minha vida, minhas aventuras dos últimos meses e tudo que venho aprendendo com essa narrativa.

Eis que angústias me contaminam e minha necessidade de expressar surge, mas me contenho pois preciso dormir, então decido ler, ler sobre qualquer coisa, sobre a vida, sobre as experiências de outras vidas e sobre como é viver através dos olhares de outras pessoas.

Como uma luva que encaixa em uma bela mão, me recordo de um blog ao acaso e decido me alimentar dessas experiências, e por textos passo e repasso, as experiências de vida desse ser em questão são intensas, tão intensas como as minhas, seu modo de agir é tão próximo quanto o meu e então um texto surge aos meus olhos e desperta mais ainda meus pensamentos sobre a vida e minha necessidade de expressão.

Eram palavras simples, descrevendo uma pequena tentativa amorosa de um cara, simples, sincero e direto, frente a uma moça, complexa, perdida e calculista. Eram intrigas femininas com a moda da nossa sociedade, essa sociedade cruel e não amorosa, onde parece que precisamos transformar um simples desejo de estar ou não presente, em um jogo cruel e meticuloso.

Já me deparei com situações similares, inclusive já tentei agir assim, fui calculista e foram calculista, beira o ridículo imaginar que preciso me desfazer de uma vontade, simplesmente para cair em um golpe de conquistas onde o fim jamais tem um ganhador, afinal estamos deixando de ter experiências que tanto gostaríamos, simplesmente porque entramos em um jogo, um jogo sem fim.

Parafraseando o autor deste texto que cito, "se você está cansado de joguinhos, de tanto faz, dessas regras bobas. Faça como eu. Demita-se". Esqueça que no âmbito geral que vivemos é assim que as coisas funcionam, provavelmente continuando nessa babaquice, só se aproximará de pessoas assim. Deixe de lado o que gostariam que você fosse e seja quem você é, assim, não só paixões, como amigos e breves relacionamentos, ocorrerão de forma natural e da forma como você é.

Limitar suas experiências e sentimentos é um excelente problema para a vida, consigo imaginar não só uma, como 9000 acontecimentos que deixarão de ocorrer se agir dessa forma. Chega de pensar que a vida deve ser meticulosamente calculada e decidida, em boa parte das situações a impulsão nos torna mais felizes e nos geram experiências no mínimo engraçadas, principalmente quando se tratam de relações afetivas.

Como diria Matt Damon em "We bought a zoo", "Sometimes all you need is twenty seconds of insane courage. Just literally twenty seconds of just embarrassing bravery. And I promise you, something great will come of it.", use esse seus 20 segundos de maneira brilhante nas mais diversas ocasiões que você julgar necessário e viva.

Viva sem limitar-se ao que ocorre ao seu redor, aos jogos de azar da vida, esqueça os pensamentos insanos da sociedade, seja você o insano entre eles, tenha a paixão de agir como bem entender, sendo apenas a pessoa mais natural que você consegue ser.

Apaixone-se e desapaixone-se, mas entre todas suas aventuras, lembre sempre de nunca deixar de demonstrar suas vontades e agir conforme seu coração e sua mente decidem, não deixe de demonstrar suas vontades e necessidades, suas fraquezas e suas sabedorias, esqueça cascas, esqueça jogos, esqueça angústias, simplesmente viva e deixe viver.

Suas vontades serão a definição da sinceridade, e seus sentimentos serão partilhados por quem almeja essa mesma sensação e então não haverão azares, não haverão jogos, não haverão angústias, somente similaridade, entre dois gêneros, que, como única decisão, decidiram não jogar e sim amar.





Créditos: http://www.thebrocode.com.br/

segunda-feira, 9 de junho de 2014

As complexidades da simplicidade natural de uma decisão

No convívio do vicio de uma vida, interpretamos ações e reações das mais diversas formas, São confusas e complexas, mas sempre buscam um objetivo. Este que nem sempre é claro, por vezes nem o sujeito da ação sabe ao certo o que deseja, muito menos o objeto que à sofre.

Pensamos e agimos das mais diversas formas no nosso cotidiano, nossos atos são frutos de uma mente que pensa, age, reage e repensa, e todo esse ciclo é sempre determinado pelas experiências desta vida. Está que pode ser momentânea/passageira como duradoura/eterna.


Compreender a capacidade e definir os gestos não são tarefas simples que em frações de segundos às deciframos. Por vezes repensamos em tudo que fizemos e nos fizeram, para enfim definir nosso trajeto e compreender este universo das escolhas e ações.

Chegamos as mais diversas conclusões, sejam elas cabíveis e momentâneas, sejam elas mirabolantes e perpétuas, elas surgem na mente como uma explosão de ideias onde temos que agarrar a primeira para não escapar nada.

Nos perguntamos se as escolhas da vida foram feitas de maneira correta, e se é esse o motivo de estarmos onde chegamos. Olhamos para trás e transformamos todo aquele passado em formas de enxergar nosso futuro, em experiências para não repetirmos ou realizarmos novas antigas aventuras.

Mas estas escolhas jamais aparentam serem simples e fáceis, são tantas as vezes que ficamos entre a indecisão de desejar um mundo generoso ou de refletirmos sobre nosso sonhos e sermos egoístas, sobre rasgar as feridas de uma alma singela ou curar as cicatrizes de uma mente conturbada.

O equilíbrio entre a razão e a emoção se mostra mais que necessário em momentos assim, e quando a escolha é feita, ela sempre trará boas memorias em um futuro próximo. Pois esta decisão não é impulsão, ela é razão e rasga as mais profundas feridas de uma mente generosa, mas ela é necessária, necessária para continuarmos o ciclo da vida e buscarmos nossos objetivos.

E então surgem as peripécias dos complôs do universo, que você jamais espera, e te mostram que o mundo, pela complexidade natural de seu ciclo, não é tão complicado assim, basta você o escutar e ele te dará todas as respostas.

Está vida que muitos chamam de difícil, nada mais é que escolhas entre razões e emoções, escolhas entre a humildade e o egoísmo, entre a paz e a guerra. O universo se define como um grande apanhado de opções, entre o factível e o impossível sempre haverá uma perspectiva, está que será fonte e fruto da sabedoria de sua existência.
Não há motivos para transformar uma decisão em um ato complexo e indeterminado, se existem essas possibilidades o motivo é a falta da maturidade de sua escolha. As escolhas devem buscar a naturalidade dos ciclos de sua existência, devem soprar de forma suave e aconchegante como uma brisa de primavera, devem ser saboreadas como belas frutas de um colorido pomar e aspiradas como os perfumes de um universo de flores. Basta observarmos o futuro que a decisão nos permitirá, e assim não precisamos mais decidir,

Decidido estará sempre que compreendermos a naturalidade da vida entre suas complexas opções.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

O equilíbrio sobrenatural entre as antíteses de uma complexidade.

Quando chegamos ao mundo mal sabemos por onde começar, são tantas descobertas e desventuras, seguidas por mistérios e ações. O olfato nos enchem os olhos de lágrimas, o tato nos faz perceber as texturas e harmoniza com a visão e por fim a audição que tanto nos ilumina em uma melódia do cotidiano.

Mas de tudo que descobrimos no universo paralelo de nossas vidas, são os relacionamentos que nos trazem a alegria de viver, e como primeiro relacionamento, desde a barriga, temos nossas mães, que carregam mundos e fundos nas costas para satisfazer a única e bela vontade de uma nova vida.

E de lá brota a família, essa que nos cria e recria, pinta e repinta. Família talvez seja a palavra com os mais diversos significados no mundo, podemos ser união, como podemos ser confusão, amor como ódio, e ambos ao mesmo tempo, pode ser ternura e tortura, também ao mesmo tempo, mas independente do acaso ou caso, somos e sempre seremos uma família, quer queiramos ou não, quer podemos contar ou não.

De todas as propostas tirei a sorte grande quando decidi ganhar minha primeira disputa na vida, cai nos braços de uma divina comédia que chamo de família. São tantos acasos, aventuras, histórias e complexidades que pouco caberia em um  romance de 7 fascículos.

Em tantas confusões achamos razões para viver e sobreviver aos complôs do universo e suas tragédias, talvez por nos completarmos das mais diversas formas, enquanto temos a perseverança e coragem de um desbravador de um lado, temos o equilíbrio e a sabedoria de um mago medieval do outro, enquanto temos o impulso e a ternura de uma pré-adolescente de um lado, temos a razão e a paixão de um monge budista de outro, e a conexão entre ambos é absurdamente natural e plena quanto a própria natureza do universo.

Ainda temos dois tentáculos advindos das aventuras desse equilíbrio sobrenatural entre paixão, confusão, sabedoria e impulsão, que são tão antagônicos e similares quanto a água e o vinho. De um lado absorveu-se a perseverança, razão e determinação dignas de horas e mais horas de meditação do velho monge budista citado anteriormente. Do outro a paixão, equilíbrio e impulsão tão similares que faíscas saem sempre que se cruzam.

Descrever uma família que de tão complexa, nem o sobrenome escapa, chega a ser uma guerra entre dois mundos, mas ela se resume em apenas uma palavra União, e não é uma união simples, ela é aventura de uma série de fatos e atos, são escolhas calculadas e incalculáveis que nos fizeram chegar ao extremo de um conjunto. Somos razão e emoção ao mesmo tempo, pois somos equilíbrio e insanidade, e são esses contra pontos que nos tornam únicos e tão centrados em apenas um amor, entre nós.

Foram tantos textos e mais textos escritos, lidos, reescritos e relidos para enfim expressar em palavras o significado que trago desde que me conheço por gente, um significado que na infância desconhecemos, na adolescência odiamos, na faculdade provocamos preocupações e na maturidade agarramos com todas as forças e buscamos transparecer da melhor maneira possível.

CAEM, as iniciais de um círculo, pois não há início, não há fim e não há cantos, somos assim, unidos por uma volta completa da vida e assim seremos independente da mágica do universo, pois isto só depende de nós, e nós não precisamos expressar o quanto somos capazes de provocar o impossível dentro das nossas possibilidades e oportunidades.

Somos a união de forças sobrenaturais e surreais, pois família, para nós, é a mais pura vontade de amar a vida.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Seja esta mente o silêncio da solidão

Entender a necessidade do silêncio é como interpretar poesias antigas, onde existem diversos os motivos, as escolas e os gêneros das palavras. Perceber o quanto este silêncio é necessário e divino acalenta a mente e me permite descansar.

Sou vítima do silêncio, pois ele é tão necessário a minha alma quanto o ar que respiro, é através dele que me expresso nas mais pura musicalidade, compreendo os cenários, divago sobre a vida que aqui estou e a vida que aqui levo.

Por vezes fui contemplado com silêncios eternos, o ócio do silêncio e sua bela sinfonia, em todas entende sua necessidade em cada fase da minha vida, entendi que o divino da ausência de qualquer som é fundamental para minha vida e muito além disto, percebi o quanto a solidão do meu corpo me extasia.

Solidão é outra das minhas necessidades, por existir em meu interior uma mente incansável, ausente de pausas, mesmo quando eu paro, a presença de outros me limitam ao cotidiano da vida, a perceber suas falhas e seus defeitos, e por vezes suas alegrias e conquistas, portanto a solidão permite descansar das mazelas da vida e de sua rotina diária.

É ela minha divina comédia, minha companheira de sonhos e meu caminho mais centrado, através da solidão contemplo o mundo por diversas fatias, as perspectivas que esta me permite dificilmente uma presença tocável entenderia.

Mas nem tudo são flores, tanto o silêncio e a solidão me fazem enxergar as agonias do mundo e tornam minhas angústias insuportáveis. É nestes momentos de compaixão a vida, que as fumaças acinzentadas da vida me consomem e parcialmente destroem meus mais sinistros sonhos.

Porém, sou passível de tortura quando me mantenho no mais profundo silêncio acompanhado da mais bela solidão, minha cabeça se contamina com tantos "por quês", "poréns" e verdades, que por vezes me entristeço com o universo.

De nada adiantaria perceber suas necessidades se não fossem por eles minhas maiores paixões, afinal foram ambas que trouxeram minha autocompreensão de existência, foi criando e recriando meu mundo que passei a compreender minha mente, foram através de angústias e sinceridades que criei meus sonhos, afinal o ócio e o acaso me fazem refletir sobre o ser que internamente habito.

Para um amante da música, o silêncio parece incompreensível, porém mal sabem o que ele me permite escutar, muito além disto, mal sei o que a soma com a solidão me permite buscar.

Talvez é através do silêncio que permito entender minha solidão no mundo de tantos barulhos e companhias, talvez jamais serei compreendido por gostar e amar essa necessidade.

Seja a solidão meu eterno silêncio, compreenderei o universo e suas compaixões através do barulho e das companhias da minha alma inabitável por qualquer ser, pois somente o ser que habito compreenderá a paixão e a agonia da minha paciência em companhia aos meus pensamentos barulhentos.